Depois de encontrar alguns companheiros de trabalho, segui em direção ao esperado quilombo.
A comunidade remanescente de quilombo da Caçandoca está localizada no município de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo.
Os moradores de Caçandoca foram vítimas de um violento processo de expropriação de seu território. Várias foram as ocorrências policiais, as ações judiciais e os recursos administrativos que envolveram a comunidade, grileiros e empresas imobiliárias. O principal conflito deu-se com a empresa Urbanizadora Continental.
Em setembro de 2006, um passo importante foi dado para garantir os direitos territoriais dos quilombolas de Cançandoca. O presidente da República assinou o decreto de desapropriação da propriedade incidente nas terras do quilombo. O objetivo dessa desapropriação foi garantir a titulação daquela área em nome da comunidade.
Nunca tive contato com quilombos. Pra dizer a verdade, não tinha muita noção de sua composição e organização. Sabia que era um comunidade composta por negros, porém o que faziam? Dançavam? Vivian como índios? Cantavam em dialetos?
Pela distância que entrei na Mata Atlântica e o difícil acesso que nos seguiu da Rio Santos até a comunidade, algumas dessas questões poderíam ser respondidas com um "sim". Porém, o que encontrei foi uma comunidade sedenta de diálogo e subdsídios para melhor contribuição política social e organização da vida.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
APRESENTAÇÃO
Tenho 27 anos, sou jornalista e faço assessoria de imprensa para alguns políticos do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Desde muito cedo percebi que algumas situações mundanas me inquietavam, porém não sabia de que forma contribuir para que elas desaparecessem ou melhorassem. Enfim, me tornei adulto e continuo sem saber ao certo o que fazer. Bom, com essas informações consigo deixar claro, o que me levou até Ubatuba e como fui parar no Quilombo da Caçandoca, que me inspirou a criar este blog e também a agir de alguma forma para ajudar o próximo. Boa viagem!
O SEU E O MEU SÃO IGUAIS, CORRE NAS VEIAS SEM PARAR
Saí de Taubaté às 8h30 e, depois 100km pela Rodovia Oswaldo Cruz, regado a esclarecimentos profissionais, cheguei em Ubatuba. Logo senti o Sol intenso com poucas nuvens e o clima de praia que, rapidamente ficou evidente pela falta de roupas dos moradores e pela maresia que dominou o olfato. Como estava trabalhando, não pude me ludibriar com o cheiro e nem com a vontade extrema de tirar a roupa. Haviam pessoas importantes me aguardando.
Continua...
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